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sábado, 6 de outubro de 2012
25 ANOS
Havíamos resolvido que já era hora de aumentarmos a família. Final do ano de 1986 e lá fui eu ao ginecologista munida da decisão de interromper o contraceptivo. O doutor, para evitar ansiedades de 1ª viagem, avisou-me que poderia levar alguns meses para que o desejo fosse concretizado. Tudo bem explicado, saímos de férias - na praia - em janeiro de 1987. Meses para acontecer? Que nada! Só mesmo os da gestação. E em 06 de outubro de 1987 nasceu meu primogênito André. Parece que foi ontem... Mas hoje, essa história faz 25 anos! Meus desejos, desde sempre, se concretizam ano após ano. Observo à distância, e com certa tristeza, que já sou prescindível. Afinal, não é para isso que os criamos? Voar com asas próprias? Escuto, em sua ausência, presentes elogios de quem convive com ele: amigo, responsável, leal, engraçado, batalhador, generoso e bom! Reconheço pedaços de mim nele. Sinto, orgulhosa, ele inteiro em mim. Pois assim é mãe: constância primeira viagem e sempre babona. Mas há algo, penso eu, que é combustível imprescindível para todo e qualquer voo: o amor sentido! Abra suas asas filho e conquiste, diariamente, os céus de seus desejos. Sê feliz hoje, amanhã e depois... Com combustível, de sua mamis.
Poema Enjoadinho (Vinicius de Moraes)
Filhos... Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos? Filhos
Filhos... Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem shampoo
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem shampoo
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!
Extraído do livro "Antologia Poética", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pág. 195.
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